Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Afinal, quem manda em nós ?

 

 

Apesar de quando ocorreu o desaparecimento da pequena Madeleine McCann eu estar bem longe de Portugal e do Algarve, sempre acompanhei, quando me era possível, o caso com uma curiosidade peculiar, quanto mais não fosse porque se tinha nada na minha região. Porém, o facto de estar longe de casa fez com que eu acompanhasse o assunto com uma muito saudável distancia. Esse aspecto fez com sempre me parecesse que se estava a empolgar demasiado o caso, talvez, pensando eu, porque este caso estava sob influencia da sempre cínica e falsa imprensa inglesa. Para além da excessiva cobertura televisiva, pareceu-me também com demasiado protagonismo a cobertura do caso ao nível religioso. Não estou a dizer que os pais da criança não tivessem o apoio religioso muitíssimo necessário num caso deste género. Porém parece me que esse apoio deve ser eficaz e discreto, sobretudo quando temos a imprensa Inglesa a tomar conta do caso. Essa discrição vislumbra-se sobretudo no saudável distanciamento que convêm tem de qualquer caso que contenha uma investigação policial, quanto mais não seja para evitar alguns incómodos que possam surgir.

Aliás é sobre este saudável distanciamento que eu gostaria de referir neste Post. Desde desaparecimento da menina inglesa temos sido constantemente bombardeados com informações, quer da imprensa portuguesa e sobretudo da imprensa inglesa, e com comentários de “especialistas” sobre essas informações. Perante este bombardeamentos somos impelidos, digamos mesmo obrigados, a ter opinião sobre o caso, ainda que a nossa opinião não tenha qualquer fundamento lógico e concreto no caso. A nossa opinião é a opinião que a comunicação quer que tenhamos. No inicio, afirmávamos que aqueles pais eram uns “pobres coitados”, e que “via-se na cara deles” o desespero pela filha desaparecida, porém agora afirmamos que sempre tivemos a certeza que eles eram os culpados e que mereciam ir directamente para a prisão.

Pois é, mas eu aqui pergunto: em que dados objectivos e concretos nos apoiamos para dizer que os pais são inocentes ou culpados? Certamente que em muitos jornais e revista quer portuguesas quer inglesas. Mas isso não são dados objectivos e concretos. Em muitos casos são interpretações tal validas como as nossas e não se regulam por dados objectivos.

A nós, e na minha modéstia opinião, cabe-nos manter uma saudável distancia do caso, para podemos analisar friamente o que a nossa policia judiciaria nos comunica. Ela sim, esta verdadeiramente a par do caso, ou no fosse ela uma das melhores da Europa. E se ela tem duvidas, como podemos nós ter certezas.

publicado por Miguel Neto às 14:06
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1 comentário:
De Anónimo a 14 de Setembro de 2007 às 00:12
ola.

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